Gestão de fornecedores: tecnologia integra compras e compliance ESG

Nova solução da Greenlegis automatiza avaliações, reduz riscos e amplia a segurança na contratação de parceiros

Escolher um fornecedor errado pode custar caro e, em determinadas situações, gerar consequências que vão além do prejuízo financeiro. Segundo levantamento do McKinsey Global Institute, quase metade dos executivos de cadeia de suprimentos afirma não ter visibilidade sobre riscos que estão além de seus fornecedores diretos. O estudo também aponta que disrupções na cadeia de fornecimento podem consumir o equivalente a 45% do lucro anual de uma empresa ao longo de uma década.

No Brasil, o cenário ganha complexidade diante das hipóteses de responsabilização solidária previstas na legislação. Dependendo da situação, a empresa contratante pode responder junto com o fornecedor por determinadas falhas. Por isso, conhecer parceiros, avaliar riscos e acompanhar sua conformidade deixou de ser apenas uma tarefa operacional e passou a integrar a estratégia de proteção dos negócios.

É nesse contexto que a Greenlegis, plataforma de Governança, Riscos e Compliance (GRC) com mais de dez anos de atuação e cerca de 3.500 clientes em 11 países, apresenta uma nova versão de seu sistema de Gestão de Fornecedores. A ferramenta amplia os processos de avaliação e homologação, permitindo selecionar parceiros com mais rapidez, segurança e alinhamento às exigências técnicas e aos critérios ambientais, sociais e de governança, conhecidos como ESG.

Integração entre compras e área técnica

Uma das principais novidades está na integração entre profissionais responsáveis pelas especificações técnicas e equipes de compras. Em muitos negócios, cada área atua de maneira independente: o setor técnico define o que precisa ser adquirido, enquanto compras busca fornecedores e negocia preços e condições.

Essa divisão pode criar conflito entre requisitos que não podem ser flexibilizados e a necessidade de reduzir custos. Quando os critérios não são definidos em conjunto desde o início, fornecedores que não atenderiam às exigências mínimas podem permanecer no processo, gerando retrabalho e atrasando a contratação.

Com a solução da Greenlegis, os critérios podem ser estabelecidos pelas duas áreas desde o começo. Fornecedores que não cumprem os requisitos essenciais são eliminados nas primeiras etapas, permitindo que as equipes concentrem esforços nos parceiros com condições de aprovação.

A empresa também auxilia clientes na construção dos próprios critérios de compra, incluindo requisitos de compliance e ESG. A proposta considera as características de cada setor e o nível de exposição ao risco antes mesmo de uma negociação.

Inteligência artificial na análise de fornecedores

Outro destaque é a automação da due diligence, investigação prévia sobre uma empresa ou pessoa antes de um negócio, considerando aspectos financeiros, legais, ambientais e reputacionais.

A Greenlegis utiliza inteligência artificial treinada com mais de dez anos de histórico regulatório para automatizar parte dessa checagem. A tecnologia cruza informações públicas disponíveis em diferentes bases e plataformas oficiais e gera um relatório de Qualificação em poucos minutos, com dados que ajudam a indicar o nível de risco do fornecedor antes do avanço da negociação.

Depois da seleção dos fornecedores mais bem avaliados, uma segunda camada de análise pode ser realizada. Mais aprofundada e baseada em critérios rigorosos, essa etapa gera o relatório de Homologação, usado como avaliação final para aprovação do parceiro comercial. Quando há necessidade de análise jurídica mais complexa, o processo pode contar com especialistas em legislação.

A proposta é substituir uma rotina ainda realizada, em muitas empresas, por planilhas, e-mails e consultas manuais. Além de consumir tempo, esse modelo aumenta a possibilidade de informações desencontradas, documentos desatualizados e riscos identificados somente depois da contratação.

ENGIE utiliza tecnologia na gestão de terceiros

A tecnologia para administrar fornecedores e terceiros já é realidade em grandes companhias. Um exemplo é a ENGIE, uma das líderes em geração de energia renovável no Brasil.

Antes da solução, cada gestor de contrato utilizava suas próprias planilhas e recebia documentos por e-mail. O processo exigia horas de trabalho para conferências e dificultava a padronização. A tecnologia torna a gestão mais ágil, padronizada e segura nos negócios atuais.

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