Elian Gallardo aposta em novas formas de influência com projeto embaixadoras

Profissional com trajetória internacional no mercado de modelos já emplacou talentos em grifes como Saint Laurent, Dolce&Gabbana, Givenchy e Dior

O mercado de influência tem procurado novos caminhos para além dos grandes números nas redes sociais. É nesse cenário que Elian Gallardo desenvolve um projeto de Embaixadoras voltado para mulheres de diferentes áreas profissionais e trajetórias. A proposta é aproximar essas personalidades de marcas, produtos, moda e comportamento sem deixar de lado suas identidades e histórias pessoais.

A iniciativa nasce depois de uma trajetória construída no mercado de modelos, com atuação na descoberta e projeção de novos talentos. Ao longo da carreira, Gallardo já emplacou modelos em marcas internacionais como Saint Laurent, Dolce&Gabbana, Givenchy, Dior, Escada Fragrance, Cesare Paciotti, Burberry, Guess e Balmain.

No último São Paulo Fashion Week, o profissional também se destacou ao trabalhar com a modelo Liya Santos, apontada como um dos nomes em ascensão da nova geração. A participação rendeu a Gallardo um resultado expressivo na temporada e reforçou sua atuação na identificação e projeção de novos rostos.

O trabalho ultrapassa as fronteiras brasileiras. Gallardo se consolidou no mercado como um dos profissionais que mais exportam new faces para o exterior, com modelos chegando a diferentes mercados e continentes. A estratégia envolve justamente encontrar novos talentos e prepará-los para um mercado internacional cada vez mais competitivo.

É dessa experiência com construção de imagem e identificação de perfis que surge o projeto de Embaixadoras.

A ideia, no entanto, nasceu de maneira pouco convencional. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Elian conta que costuma reservar alguns momentos do dia para o silêncio, a oração e a meditação. Foi durante um banho, segundo ele, que começou a pensar em um modelo que valorizasse mulheres que já possuem uma história construída, mas que nem sempre ocupam espaços tradicionalmente associados à influência digital.

“É durante o banho que eu paro. É quando me desligo do barulho externo, organizo meus pensamentos, faço minhas orações e peço direção a Nossa Senhora. Para mim, a água sempre teve essa simbologia de limpeza, clareza e renovação”, conta.

A partir daquela reflexão, vieram os primeiros perfis. Médicas, enfermeiras, advogadas, arquitetas, empresárias, professoras, profissionais liberais, mães e empreendedoras passaram a fazer parte da ideia.

A lógica é diferente da de simplesmente transformar essas mulheres em influenciadoras. O projeto pretende usar justamente suas profissões, experiências e histórias como elementos de construção de imagem.

“Eu não queria simplesmente criar influenciadoras. Queria desenvolver embaixadoras”, afirma Gallardo.

A proposta prevê uma conexão entre essas mulheres, a EGM e marcas interessadas em construir uma relação mais próxima com seus públicos. Em vez de uma participação pontual em uma campanha, a embaixadora passa a representar uma conexão contínua entre sua própria trajetória, a empresa e o consumidor.

Para Gallardo, a mudança acompanha o comportamento de uma audiência que passou a prestar mais atenção à pessoa por trás do conteúdo.

“Durante muito tempo, o mercado procurou apenas rostos. Hoje, as pessoas querem saber quem existe por trás daquele rosto. Querem identidade. Querem verdade. Querem pertencimento”, diz.

A experiência acumulada no mercado de modelos ajuda a explicar a aposta. Depois de trabalhar com new faces e acompanhar a transformação de rostos desconhecidos em nomes disputados por grandes marcas, Gallardo agora amplia o conceito de descoberta para outros perfis de mulheres.

A proposta é que influência não seja medida apenas pelo número de seguidores. Uma profissional reconhecida em sua área, uma empresária com uma comunidade formada ao redor de seu negócio ou uma mulher com uma trajetória capaz de gerar identificação também pode ocupar esse espaço.

O projeto de Embaixadoras nasce, assim, da interseção entre dois universos que Gallardo conhece de perto: a construção de imagem e a descoberta de novos talentos. Se no mercado de modelos a aposta está em identificar potencial antes que ele se torne evidente, a nova iniciativa procura fazer algo semelhante com mulheres que já construíram suas próprias histórias.

“Primeiro veio como sensação. Depois como pensamento. Depois virou direção. E agora está se tornando realidade”, resume Elian.

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