Gestão Autônoma de Serviços: o conceito que a Belasis usa para combater a ociosidade no setor de beleza

Em um mercado que movimenta US$ 27 bilhões no Brasil, a empresa estrutura uma arquitetura nativa que unifica ERP, CRM e inteligência artificial. A tese: ociosidade e fragmentação tecnológica são os dois maiores vilões da margem dos salões.

O setor de beleza brasileiro abre, em média, 27 novos negócios por hora, segundo o Sebrae. São mais de 1,1 milhão de empresas ativas disputando um mercado que movimenta cerca de US$ 27 bilhões ao ano no país. O volume de abertura, no entanto, contrasta com a fragilidade operacional: a mesma base de dados aponta que a ociosidade de horários, as chamadas cadeiras vazias, atinge entre 35% e 40% da capacidade instalada dos estabelecimentos, comprimindo diretamente a margem de um setor de capital de giro apertado.

É nesse cenário que a Belasis, plataforma de gestão para o setor de beleza, vem estruturando o que chama de Gestão Autônoma de Serviços.

O conceito descreve uma arquitetura tecnológica nativa que reúne ERP, CRM e inteligência artificial em um único ambiente, em oposição ao modelo predominante no mercado, no qual o estabelecimento contrata softwares separados para agenda, financeiro e automação de relacionamento.

Segundo a empresa, a plataforma atende atualmente mais de 27 mil negócios ativos, com operação em 8 países, e seu aplicativo, o Belasis Pro, soma mais de 50 mil downloads.

A companhia posiciona a unificação dessas frentes como o diferencial técnico central: enquanto a integração entre ferramentas de terceiros costuma gerar custo de implementação e perda de dados entre sistemas, a arquitetura nativa permitiria que as automações operem sobre uma base única de informação do cliente final.

O modelo de Gestão Autônoma de Serviços se organiza em três pilares.

O primeiro, Otimização Dinâmica de Capacidade, reúne algoritmos voltados a combater a ociosidade da agenda em tempo real, redistribuindo horários ociosos antes que se convertam em receita perdida.

O segundo, CRM Preditivo Nativo, automatiza réguas de relacionamento sem a necessidade de ferramentas externas.

O terceiro, IA de Recuperação Ativa, é descrito como um motor que identifica o ciclo de retorno de cada cliente e dispara o resgate de forma automática antes que o cliente deixe de comprar.

“Criamos o que acreditamos ser a primeira arquitetura de gestão de beleza a unificar ERP, CRM e IA de recuperação de forma nativa na América Latina. Cada pilar foi desenhado a partir de uma dor específica do setor, e não adaptado de um software genérico”, afirma o CEO da Belasis.

A aposta da empresa é que a automação preditiva atue justamente sobre o gargalo apontado pelo Sebrae. Ao cruzar o histórico de frequência de cada cliente com a janela natural de retorno, o sistema antecipa o contato e busca preencher horários que, de outra forma, ficariam vagos.

A companhia afirma que a abordagem tem gerado redução de cadeiras vazias e aumento de retenção entre os estabelecimentos usuários, embora não divulgue os percentuais agregados. O movimento acompanha a expansão projetada para o setor. Relatórios de mercado indicam crescimento consistente do segmento de beleza e cuidados pessoais no Brasil nos próximos anos.

Para a Belasis, a leitura é que a gestão autônoma deixará de ser diferencial e se tornará padrão operacional do setor. A companhia afirma que pretende consolidar sua tecnologia de inteligência artificial vertical, voltada especificamente a serviços, como referência de categoria na América Latina.

Em um mercado onde a eficiência operacional virou condição de sobrevivência, a tese da empresa é que vencer a ociosidade depende menos de mais ferramentas e mais de uma única camada de inteligência sobre o negócio

Artigos Relacionados

De duas turmas à atuação nacional: escolhas que construíram a história do IPOG

Nascido de uma oportunidade percebida em sala de aula, o IPOG tornou-se uma instituição de ensino de atuação nacional, com mais de 350 mil profissionais formados

Programa Acadêmico da Qlik triplica número de inscrições de estudantes na América Latina

Expansão na América Latina incorpora credenciais de analytics aos currículos universitários, contribuindo para reduzir uma das principais barreiras para o avanço da IA na região: a falta de profissionais qualificados

Quem chega aos 60 vive mais 22,6 anos: o que muda na escolha do plano

Dados do IBGE mostram que quem alcança os 60 anos vive, em média, mais duas décadas. O mercado de planos de saúde respondeu criando produtos específicos para esse público, e o que os diferencia não é apenas a mensalidade

Por que cada vez mais viajantes trocam pacote pronto por roteiro sob medida

Crescimento do turismo de luxo no Brasil reacende debate sobre o que de fato diferencia uma viagem pensada para uma pessoa específica

De Penápolis para o Brasil: a consolidação de uma empresa que abastece o campo e as cidades há mais de 40 anos

Com R$ 50 milhões investidos em expansão, portfólio que cobre irrigação, saneamento e alta tecnologia para agronegócio a Asperbras consolida posição entre as quatro maiores fabricantes de PVC do país