Beatriz Salz transforma e-commerces em marcas de verdade

Fundadora do Clean Girl Club, que já vestiu mais de 8 mil mulheres, Beatriz Salz também está à frente do Founder 30, projeto voltado a mulheres que já possuem e-commerces e buscam escalar seus negócios

Construir uma marca digital vai muito além de colocar um produto à venda na internet. Para a empreendedora Beatriz Salz, envolve entender profundamente o consumidor, desenvolver produtos capazes de gerar recompra, criar comunidade e transformar atenção em um negócio sustentável.

Essa visão está por trás da trajetória da fundadora do Clean Girl Club, e-commerce brasileiro de moda básica feminina que nasceu a partir de uma lacuna percebida pela própria empreendedora: a dificuldade de encontrar peças básicas que reunissem alta qualidade, conforto, bom caimento e versatilidade.

Com inspiração internacional e uma proposta baseada em peças atemporais, a marca já vestiu mais de 8 mil mulheres e vem construindo uma comunidade crescente de consumidoras no Brasil.

“Sempre enxerguei o básico como aquilo que mais deveria ter qualidade. São justamente essas peças que usamos repetidamente, que atravessam diferentes momentos da nossa vida e que deveriam continuar bonitas e confortáveis mesmo depois de muito uso. Já viajei para mais de 50 países e morei na Europa por cinco anos. Toda essa bagagem e as referências que acumulei ao redor do mundo também influenciaram diretamente a construção criativa da marca”, explica Beatriz Salz.

Produto como ponto de partida, comunidade como estratégia

Desde o início, Beatriz buscou construir o Clean Girl Club não apenas como uma loja virtual, mas como uma marca capaz de criar identificação com suas consumidoras. Essa proximidade permite que feedbacks, comportamentos e necessidades reais das clientes também contribuam para decisões relacionadas a produto, comunicação e experiência de compra.

Um dos indicadores que chamou a atenção da própria fundadora veio justamente de um dos maiores desafios do e-commerce de moda: as trocas e devoluções.

Segundo dados internos da empresa, em período analisado pela marca, o Clean Girl Club chegou a registrar taxa zero de trocas e devoluções, resultado que Beatriz associa à combinação entre a qualidade dos produtos e o cuidado com toda a jornada da cliente dentro do e-commerce.

“Foi um resultado que nem nós esperávamos alcançar. Para mim, ele mostrou que não basta ter um bom produto. É preciso pensar em toda a experiência: como apresentamos a peça, como nos comunicamos, como a cliente compra e o que ela recebe em casa”.

Da própria operação para outras mulheres empreendedoras

A experiência adquirida na construção e no desenvolvimento de negócios digitais levou Beatriz a uma segunda frente de atuação: compartilhar esse conhecimento com outras founders.

Ela criou o Projeto Founder 30, um acompanhamento direcionado a mulheres que já possuem um e-commerce, já faturam com seus negócios e chegaram ao momento em que precisam estruturar os próximos passos para crescer e construir uma marca de verdade.

Diferentemente de conteúdos voltados a quem ainda pretende começar a empreender, o Founder 30 concentra-se nos desafios que surgem depois das primeiras vendas: posicionamento, oferta, precificação, conversão, aquisição de clientes, construção de marca, processos e escala.

A proposta parte da experiência prática de Beatriz como empreendedora e da análise individual dos negócios acompanhados.

“Existe muito conteúdo ensinando como começar. Mas, depois que uma mulher já criou sua marca e começou a vender, surgem outros desafios. Ela precisa entender números, margem, aquisição, conversão, posicionamento e onde está o gargalo que impede o negócio de avançar. É nesse momento que eu quero estar ao lado dessas founders”.

Mulheres construindo empresas, não apenas lojas

Esse também se tornou um dos temas que Beatriz pretende levar cada vez mais para além de suas próprias empresas.

A empreendedora defende que mulheres à frente de e-commerces precisam começar a se enxergar não somente como criadoras de produtos ou proprietárias de lojas virtuais, mas como founders responsáveis pela construção de empresas.

Isso significa dominar não apenas produto e comunicação, mas também indicadores, vendas, margem, estratégia e crescimento.

“Quero incentivar mais mulheres a se enxergarem como empresárias. Você pode amar produto, branding e criação, mas chega um momento em que precisa conhecer os números e tomar decisões de CEO. Essa mudança de mentalidade transforma a forma como você conduz o negócio”.

Uma nova geração de founders no comércio digital

Com o Clean Girl Club como uma das materializações de sua visão sobre produto, marca e comunidade, e o Founder 30 como braço de desenvolvimento de outras empreendedoras, Beatriz Salz começa a ampliar sua atuação para além das próprias empresas.

A intenção é contribuir para uma discussão que Beatriz considera cada vez mais necessária no empreendedorismo brasileiro: como transformar uma boa ideia e as primeiras vendas em uma empresa capaz de crescer de maneira estruturada.

“Meu objetivo não é falar sobre empreendedorismo a partir da teoria. Quero falar sobre aquilo que acontece quando você está dentro da operação: os erros, os números, as decisões difíceis, o que funcionou e o que não funcionou. É esse tipo de experiência que quero compartilhar com outras mulheres que estão construindo seus negócios”.

Instagram de Beatriz Salz: @biasalz.cgc

Instagram do Clean Girl Club: @cleangirlclub.br

Site do Clean Girl Club: cleangirlclub.com.br

Site do Projeto Founder 30: foundersclubbrasil.com.br

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