Especialistas da Mappin Financeira alertam que compra de caminhões, máquinas, tratores, terrenos rurais e contratação de capital de giro devem considerar capacidade de geração de receita, prazo e impacto no caixa.
Comprar um novo caminhão, renovar uma frota, investir em máquinas e tratores, ampliar uma propriedade rural ou buscar capital de giro para manter uma empresa funcionando são decisões que podem representar crescimento, aumento de produtividade e novas oportunidades de negócio. Mas, quando o investimento depende de crédito, planejamento passa a ser tão importante quanto a escolha do próprio equipamento ou patrimônio.
Para produtores rurais, transportadores, profissionais autônomos e empresários, um dos principais cuidados é evitar que a necessidade de expansão comprometa justamente o caixa necessário para manter a operação funcionando.
“Um investimento produtivo precisa fazer sentido dentro da realidade financeira daquele negócio. Não basta conseguir a aprovação do crédito. É necessário analisar de que forma aquela parcela vai conviver com combustível, manutenção, folha de pagamento, insumos, impostos e todas as outras despesas da atividade”, explica Leonardo Miranda, gerente-geral da Mappin Financeira.
Com sede em Belo Horizonte e mais de 25 anos de atuação no mercado, a Mappin Financeira trabalha com soluções voltadas, entre outros públicos, a caminhoneiros, produtores rurais e empresas. Entre as operações estão aquisição e renovação de caminhões e frotas, investimentos em máquinas e equipamentos, compra de terrenos e propriedades rurais e alternativas de capital de giro.
Caminhão novo pode aumentar receita, mas a conta precisa fechar
Para quem trabalha no transporte de cargas, o caminhão não é apenas um patrimônio: é ferramenta de trabalho.
A troca de um veículo antigo ou a aquisição de uma nova unidade pode representar redução de manutenção, maior disponibilidade para viagens, aumento da capacidade de atendimento e, dependendo da operação, possibilidade de ampliar o faturamento.
Por outro lado, assumir uma prestação incompatível com a receita pode gerar o efeito contrário.
Antes de financiar um caminhão, a recomendação é colocar no papel não apenas o valor da prestação, mas também despesas recorrentes como combustível, pneus, manutenção preventiva, seguro, impostos e períodos em que o veículo possa permanecer parado.
“Quem vive do caminhão precisa olhar para a operação como empresário. Não é apenas pensar se a parcela cabe no mês, mas entender quanto aquele veículo precisa produzir para pagar seus custos, honrar o crédito e ainda gerar resultado”, afirma Elaine Cristina, supervisora de vendas da Mappin Financeira.
O mesmo raciocínio vale para empresas que pretendem ampliar ou renovar suas frotas.
Máquina ou trator deve ser visto como investimento produtivo
No campo, a aquisição de máquinas e tratores pode reduzir tempo de trabalho, ampliar a capacidade produtiva e permitir que uma propriedade avance em determinadas etapas da produção.
Mas nem todo investimento precisa ser realizado imediatamente.
Antes da compra, é importante analisar a utilização prevista do equipamento, a capacidade de pagamento, o prazo da operação e o retorno que aquele investimento poderá proporcionar.
“Uma máquina pode aumentar muito a eficiência de uma propriedade rural, mas precisamos entender em quanto tempo esse ganho será percebido. Crédito deve acompanhar a capacidade produtiva do negócio, e não pressioná-la”, diz Leonardo Miranda.
Também é necessário considerar custos posteriores à aquisição, como manutenção, combustível, peças, seguro e eventuais períodos de menor utilização.
Expansão rural exige planejamento de longo prazo
A compra de uma fazenda, sítio, terreno ou área destinada à ampliação de uma atividade agropecuária envolve uma decisão de prazo ainda mais longo.
No caso da Mappin, uma das frentes de atuação são soluções voltadas à aquisição de fazendas e terrenos rurais, além de investimentos em máquinas e expansão de atividades produtivas.
Nessas situações, a análise não deve considerar somente o preço da propriedade.
Localização, produtividade potencial da área, estrutura disponível, necessidade de novos investimentos e capacidade financeira para manter a atividade após a compra também entram na conta.
“Comprar a terra é uma parte do projeto. Depois dela podem vir investimentos em estrutura, máquinas, equipamentos, insumos e operação. Por isso é perigoso comprometer todo o recurso disponível na aquisição e não manter capacidade financeira para desenvolver o negócio”, explica Elaine Cristina.
A necessidade de informação clara na contratação de produtos financeiros também tem ganhado espaço nas discussões relacionadas à defesa do consumidor. A Mappin participou de encontros promovidos pelo Procon de Minas Gerais e pelo Ministério Público, experiências que, segundo a empresa, reforçam internamente a importância de explicar condições, prazos e responsabilidades antes da formalização de uma operação.
“Existe uma diferença grande entre oferecer crédito e orientar uma contratação. Quem está adquirindo uma máquina, um caminhão ou uma propriedade muitas vezes está assumindo um compromisso de vários anos. A informação precisa ser tão clara quanto os números da proposta”, acrescenta Leonardo Miranda.
Capital de giro não deve servir apenas para apagar incêndios
Outra frente importante para empresas e produtores é o capital de giro.
Esse tipo de recurso pode reforçar o fluxo de caixa, financiar despesas operacionais ou ajudar a empresa a atravessar períodos em que existe diferença entre o momento de pagar fornecedores e o recebimento das vendas.
A Mappin trabalha, entre outras alternativas, com soluções de capital de giro voltadas a empresas que precisam preservar ou reorganizar sua capacidade financeira.
O alerta, entretanto, é para que o recurso não seja contratado continuamente sem identificar a origem de um eventual desequilíbrio.
“Capital de giro pode ser uma ferramenta importante quando existe uma estratégia para o dinheiro. O problema é quando a empresa passa a buscar crédito repetidamente apenas para cobrir déficits sem identificar por que o caixa está ficando negativo”, afirma Elaine Cristina.
Antes da contratação, é importante saber exatamente qual será a utilização dos recursos e de onde sairá o dinheiro destinado ao pagamento das parcelas.
Parcela menor nem sempre significa melhor negócio
Seja na compra de um caminhão, máquina, trator ou propriedade rural, olhar exclusivamente para a prestação pode levar a uma avaliação equivocada.
Prazos mais longos podem aliviar o desembolso mensal, mas também alteram o custo da operação. Entrada, garantias exigidas, seguros e outras despesas relacionadas à contratação também precisam entrar na análise.
“Às vezes, duas propostas apresentam parcelas semelhantes e estruturas completamente diferentes. O empresário ou produtor precisa compreender a operação como um todo antes de tomar uma decisão”, destaca Leonardo Miranda.
A orientação é comparar alternativas levando em consideração não somente o valor mensal, mas a finalidade do crédito, o prazo pretendido e a capacidade daquele investimento de gerar resultado.
Financiamento ou consórcio?
Outra decisão que pode surgir na aquisição de caminhões, máquinas e equipamentos é a escolha entre financiamento e consórcio.
As duas modalidades possuem características diferentes e atendem momentos distintos.
O financiamento tende a fazer mais sentido em situações nas quais existe necessidade mais imediata do bem, desde que a operação seja aprovada pela instituição responsável.
No consórcio, por outro lado, o acesso ao crédito está relacionado à contemplação, que ocorre de acordo com as regras estabelecidas pelo grupo, inclusive por sorteio ou lance.
“Se aquele caminhão precisa começar a trabalhar imediatamente porque já existe uma demanda ou contrato, temos uma situação. Se uma empresa está programando a renovação da frota para os próximos anos, temos outra. Não existe uma única resposta para todo mundo”, explica Elaine Cristina.
Segundo ela, é justamente nesse momento que uma análise prévia pode evitar a escolha de um produto incompatível com a necessidade do cliente.
Crescer sem descapitalizar
Um dos maiores desafios de quem administra uma empresa ou propriedade rural é equilibrar investimento e disponibilidade de caixa.
Utilizar todo o capital próprio disponível para comprar um equipamento pode evitar uma dívida, mas também pode deixar o negócio sem recursos para despesas cotidianas. Por outro lado, financiar uma parcela excessiva do investimento pode criar um compromisso mensal pesado demais.
É nesse equilíbrio que entra o planejamento.
Antes de decidir, o empresário ou produtor deve avaliar quanto possui disponível, quanto precisa preservar como capital operacional e qual parcela poderá ser absorvida pela geração de receita sem colocar a atividade em risco.
“O melhor crédito não é necessariamente aquele que libera o maior valor. É aquele que permite realizar o investimento e continuar trabalhando com saúde financeira depois da contratação”, afirma Leonardo Miranda.
Crédito precisa acompanhar produção e geração de receita
Fundada em Belo Horizonte em novembro de 2000, a Mappin Financeira ultrapassou 25 anos de atuação e mantém foco em soluções destinadas a caminhoneiros e outros profissionais autônomos, produtores rurais e empresas, com operações relacionadas a transporte e frota, máquinas e equipamentos, imóveis e propriedades rurais e capital de giro. A empresa afirma trabalhar com parceiros, administradoras e instituições responsáveis pelas operações financeiras.
Para Elaine Cristina, uma das principais mudanças de comportamento necessárias é deixar de enxergar o crédito apenas pela perspectiva da aprovação.
“Conseguir crédito é uma etapa. Antes dela deveria vir outra pergunta: o que esse dinheiro ou esse equipamento vai produzir para o negócio? Quando o empresário ou produtor consegue responder isso, fica muito mais fácil analisar se aquela contratação realmente faz sentido”, afirma.
Leonardo Miranda reforça que crédito destinado à atividade produtiva deve estar conectado a planejamento.
“Um caminhão, um trator, uma máquina ou uma nova área rural podem representar crescimento. O capital de giro também pode dar fôlego para uma empresa avançar. Mas toda operação precisa começar por uma pergunta básica: de que forma esse recurso vai contribuir para gerar receita e como será pago sem comprometer o negócio? Quando essa resposta está clara, a decisão tende a ser muito mais responsável”, conclui.
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Felipe Almeida
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