Executivo com passagem por IPOs lança o primeiro guia de Product Marketing voltado ao mercado brasileiro

“Product Marketing de Trincheira” reúne metodologia desenvolvida em IPOs e scaleups nacionais para preencher uma lacuna crítica nas empresas de tecnologia do país. A obra parte de contextos específicos do mercado brasileiro, e não da literatura americana dominante na área.

O Brasil tem hoje mais de 15 mil startups ativas e movimenta mais de R$ 30 bilhões em venture capital por ano. Apesar disso, a disciplina que define como um produto é posicionado, precificado e levado ao mercado, o Product Marketing, ainda opera de forma improvisada na esmagadora maioria das empresas de tecnologia nacionais. É para fechar essa brecha que Irving Prochnow, executivo com passagem por processos de IPO e scaleups e com mais de 20 anos de experiência no mercado de tecnologia, lança o livro “Product Marketing de Trincheira”.

A obra, independente e lançada no primeiro semestre de 2026 não é um manual acadêmico. É uma compilação de metodologias construída no campo: dentro de ciclos de go-to-market, negociações de pricing, lançamentos de produto e estruturação de times de marketing em empresas que cresceram de dezenas a centenas de milhões de reais em receita.

“Product Marketing no Brasil ainda é visto como uma função de apoio ao marketing. Na prática, é a disciplina que decide se o produto vai vender ou não. Escrevi esse livro porque não existe nada em português que trate o assunto com esse nível de aplicabilidade”, afirma Irving.

O que o livro traz

Estruturado em torno de seis eixos práticos baseados no framework BABOK e adaptado para o contexto de produtos digitais, o livro cobre desde a construção de posicionamento até precificação estratégica com modelo Good-Better-Best, passando pela relação entre time-to-value e churn (indicador frequentemente ignorado por times de produto) e os três motores de vendas que determinam se uma empresa escala ou estagna.

Diferentemente da literatura americana dominante na área, “Product Marketing de Trincheira” parte de contextos específicos do mercado brasileiro: ciclos de vendas mais longos, sensibilidade a preço mais alta, jornada de compra menos digitalizada e a realidade de PMMs que acumulam funções em times enxutos.

Perfil do autor

Irving Prochnow é CMO e CPO com mais de 20 anos de atuação em empresas de tecnologia B2B. Liderou estratégias de go-to-market em contextos de alto crescimento, incluindo a preparação comercial de empresas para processos de abertura de capital. É reconhecido como um dos profissionais que contribuiu para a consolidação da área de Product Marketing como disciplina estruturada no ecossistema brasileiro de tecnologia.

Artigos Relacionados

Ídolo do Celta e ex-Internacional, Hugo Mallo mira novo capítulo da carreira

Com 449 jogos pelo clube espanhol e passagem pelo Internacional, lateral mantém preparação intensa, recebe sondagens e aguarda com expectativa o retorno aos gramados

Fiscalização digital da ANTT expõe fragilidade de operações de frete não integradas

Com cruzamento eletrônico de dados, controlar CIOT, piso mínimo e documentação separadamente virou risco para embarcadores

A memória do servidor dobrou de preço e tirou a empresa média do jogo da IA

Enquanto os data centers de inteligência artificial consomem a capacidade global de fabricação de chips, o módulo de memória que faz um servidor funcionar saltou de US$ 450 para mais de US$ 900 em poucos meses. Para a pequena e a média empresa brasileira, o efeito prático é ficar de fora da corrida por um motivo que ninguém está discutindo: preço de hardware. Há saídas, e elas não passam por comprar equipamento de última geração

Iter: legaltech usa IA para transformar o contencioso tributário

Fundada pelo advogado Lucas Barbosa Oliveira, a Iter utiliza inteligência artificial proprietária para monitorar processos tributários, identificar medidas jurídicas e preparar minutas em horas

Singular. Porque extrair tudo de um ERP nunca foi trabalho comum

Nascida em Minas Gerais, a Singular Soluções fortalece operações em todo o país: mais de 500 CNPJs atendidos em quatro anos, nos setores onde a complexidade não perdoa improviso